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Conheça 5 exemplos de plágio e saiba como proteger sua criação


07 de junho de 2017

Em pesquisa realizada com 1.000 pessoas em 70 cidades brasileiras, pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro, no ano de 2012, cerca de 40% dos consumidores brasileiros compraram produtos piratas. Esses números nos mostram que não é preciso uma busca tão minuciosa para percebermos que existem os mais diversos casos de plágio, nas mais diversas áreas.

Os casos de plágio reforçam a importância de se registrar uma criação, pois é através dele que se torna possível tomar as medidas legais cabíveis para o uso indevido do material. Para isso, o registro de desenho industrial é o indicado, pois é ele que atribui forma plástica ao objeto, com seu design, linhas e cores. Concedido pelo INPI – Instituto da Propriedade Intelectual, esse é o registro que protege seu objeto da utilização por terceiros.

A pirataria, infelizmente, se tornou algo muito corriqueiro. Confira 5 casos de plágio na área do design:

1- Poltrona Paulistano

Criada por Paulo Mendes da Rocha, apenas uma empresa possui a licença para produzir a famosa poltrona, a fábrica Objekto, porém é possível encontrar cópias no mais diversos sites. As peças “genéricas” podem ser encomendadas pelo correio e são produzidas por marcas chinesas.

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2 – Poltrona Mole

O autor Sergio Rodrigues possui o indesejado título de designer mais copiado do Brasil. Para adquirir a poltrona clássica, é preciso escolher entre os modelos da LinBrasil, única fábrica com autorização para produzir os móveis do designer. No entanto, cópias são facilmente entradas também em sites de empresas chinesas.

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3 – Banqueta Bombo

O designer italiano, Stefano Giovannoni, considera a banqueta de bar o produto de design mais pirateado do mundo. Por ter se tornado tão comum, com certeza, você já deve ter visto em algum lugar ou até possuí-la em sua casa. Só na China existem mais de 1000 companhias copiando o modelo.

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4 – Pufe Carambola

Sergio Matos não ficou feliz ao ver fotos de sua criação de pufes em um restaurante. A peça, com estrutura de aço e acabamento de fios de algodão, custou cerca de R$ 25 mil, entre material, protótipos, fotografias e textos publicitários, que não são reembolsados pelas cópias piratas vendidas.

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5 – Poltrona Diz

Várias cópias da poltrona, também criação de Sergio Rodrigues, foram encontradas nos Estados Unidos. Pelo fato de a qualidade do material ser muito inferior, a imagem do designer é afetada, pois mesmo sendo cópia, o modelo ainda é ligado à ele.

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